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Agenda ESG: o que significa, como funciona e exemplos

Nunca se falou tanto em agenda ESG como agora.

Aura | 13 de maio de 2022

Nunca se falou tanto em agenda ESG como agora. A pandemia deixou algumas marcas, não somente na rotina dos cidadãos, mas também na dinâmica das empresas. Uma delas atende por “ESG”.

Alavancando movimentos de transição ecológica e fortalecimento do olhar social sobre o qual negócios são fechados, a COVID-19 acelerou debates com relação a ESG em todos os setores. E daqui para frente, isso deve ser analisado atentamente na tomada de decisão de consumidores e de acionistas.

Assuntos como descarbonização, bem-estar dos empregados e sustentabilidade passaram a fazer parte das reuniões estratégicas. Hoje, a cobrança dos stakeholders pela adoção de padrões socioambientais responsáveis é tão intensa que é difícil imaginar longevidade a quem não tem cultura ambiental, social e governança focada em pessoas.

Neste artigo, você vai entender o que é ESG, como funciona e por que esse fator é tão crucial na indústria mineradora! Confira!

O que é agenda ESG?

Poucos setores são tão sensíveis ao tema como a mineração. Mais do que ser propulsor de geração de riquezas, os mantras de quem almeja liderar a extração mineral no futuro devem passar por preservação e desenvolvimento das comunidades. Essa é a essência do ESG.

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance, um assunto que foi colocado no centro da consciência coletiva como um guia que as empresas precisam seguir, se quiserem continuar ativas no longo prazo.

Trata-se, em essência, de um conjunto de práticas interligadas, no intuito de fazer com que uma empresa seja efetivamente parte da solução dos problemas humanos, e não mais uma causa deles. Exemplos:

  • Environmental: combate às mudanças climáticas, preservação da biodiversidade, utilização racional dos recursos, adoção de práticas de reflorestamento;
  • Social: respeito absoluto aos princípios de Direitos Humanos, promoção de ações de educação e saúde nas comunidades impactadas pelos negócios, atuação dentro dos limites estritos da legislação trabalhista, criação de políticas que estimulem a empregabilidade;
  • Governance: respeito inegociável aos valores éticos, formulação de políticas internas de compliance, promoção à diversidade, foco na qualidade de vida dos funcionários etc.

Qual é a importância de uma agenda ESG no futuro das empresas?

Um levantamento feito em 2021 pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) revelou que 95% das companhias nacionais têm como pilares de sua agenda corporativa o Meio Ambiente, a Responsabilidade Social e a Governança Corporativa.

Mais do que isso, dos gestores entrevistados na pesquisa, 58% deles disseram que viver a maior crise sanitária do último século os fizeram entender ainda mais fortemente que se tornar sustentável é essencial.

No Brasil, é crescente o número de investidores que analisam responsabilidade ambiental antes de aportar recursos. Não há espaço para truques como greenwashing (prática de camuflar os reais impactos da atividade empresarial ao meio ambiente).

É possível a mineração conciliar produção de riquezas e agenda ESG?

Na exploração mineral, a preocupação com o tema pelas maiores companhias do planeta tem dissipado o antigo (e muitas vezes equivocado) estigma de que o setor seria foco de conflitos sociais e indiferente ao uso dos recursos naturais. Na atualidade, esse estereótipo está muito longe da realidade para inúmeras organizações do segmento.

A mineração moderna é sustentável e comprometida com o desenvolvimento socioeconômico, conceito inerente a uma profunda (e inevitável) mudança de mentalidade que vem ocorrendo no setor. Essa transformação cultural tem sido impulsionada não somente por conscientização, reputação e cobranças da opinião pública, mas também pelos próprios resultados dos balanços corporativos.

Isso porque uma mineradora que atua na órbita da responsabilidade social e da proteção ambiental faz com que seus negócios permaneçam viáveis por muito mais tempo — pela maior longevidade trazida à operação das minas.

Altos padrões de investimento ético e transparência atraem mais acionistas, abrem portas para contratos, bem como facilitam o licenciamento ambiental. Coordenação de projetos inovadores (como os de reciclagem mineral, no caso das baterias de íon-lítio) estimulam a dinâmica de uma economia circular.

De todo modo, é preciso recordar que a associação entre mineração e desenvolvimento humano está na essência da atividade extrativista. Basta lembrar que o ouro é elemento indispensável em componentes eletrônicos imprescindíveis à sociedade (como TVs, smartphones e equipamentos médicos). Ou que suas nanopartículas são utilizadas até mesmo no combate ao câncer.

Com um universo de finalidades tão impactantes socialmente, não seria difícil ao setor se ajustar plenamente a uma agenda ESG.

Exemplos práticos de como a Aura Minerals atua em sinergia com a agenda ESG

A Aura Minerals tem em seu DNA o compromisso com práticas sustentáveis e ações sociais positivas (o que gerou o conceito de “Mineração 360º”, cuja filosofia se apoia em fatores como responsabilidade, meritocracia, segurança, respeito e inovação).

Com essa mentalidade disruptiva e instrumentos como matriz de materialidade, a Aura acumulou, ao longo dos anos, iniciativas de alto impacto social, do engajamento em programas de erradicação da pobreza à assinatura da carta da compromisso para estímulo de inclusão das mulheres na mineração (Women in Mining).

Aliás, há vastos exemplos de linhas de conduta adotadas pela Aura que mostram como é possível a mineração trabalhar em sintonia com agenda ESG:

  • consulta e estímulo à participação ativa das comunidades vizinhas nos projetos de extração;
  • identificação, análise e mapeamento das populações que vivem próximas à atuação da empresa, a fim de entender seus interesses, demandas e principais necessidades (precedendo posteriores investimentos em infraestrutura social, saúde e educação);
  • uso de energias renováveis nas operações (como instalação de painéis solares na área administrativa da unidade Apoena);
  • reabilitação ambiental de áreas degradadas e neutralização física e química dos diferentes agentes utilizados durante as operações nas minas;
  • obtenção de certificações que atestam a adesão da companhia às melhores práticas internacionais. É o caso do International Cyanide Management Code (Cyanide Code), ou, em português Código Internacional de Gestão de Cianeto;
  • milhares de horas anuais dedicadas à ministração de treinamentos de segurança, procedimentos operacionais e até prevenção à COVID-19;
  • construção de uma política interna de Direitos Humanos aplicável a todas as unidades, com especial atenção aos povos indígenas;
  • canal de ética gerenciado por uma empresa independente, abrindo espaço para o recebimento de denúncias anônimas, que são encaminhadas diretamente ao Comitê de Ética da Aura.

São muitos projetos de ESG que evidenciam não somente que é possível, mas, sobretudo, que crescimento e responsabilidade socioambiental estão intimamente ligados. É por isso que, em meio a tantas iniciativas sociais, a Aura segue firme em suas metas de expansão.

Um exemplo desse crescimento é o Projeto Almas, uma mina a céu aberto localizada no estado de Tocantins que deve entrar em operação no segundo semestre de 2022, com previsão de produção média anual de ouro na faixa das 51.000 onças durante os primeiros 4 anos.

A propósito, quer saber mais sobre a Aura Minerals para além da sua agenda ESG? Então, conheça agora um pouco mais sobre mineradora com foco em ouro na B3!

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