Investimento em Ouro

Entenda o que é uma boa carteira de investimentos e veja 5 dicas para diversificar os ativos

Um passo importante na vida do investidor é olhar para o conjunto dos seus ativos, planejando uma carteira de investimentos.

Aura | 8 de junho de 2021

Um passo importante na vida do investidor é olhar para o conjunto dos seus ativos, planejando uma carteira de investimentos. Com essa visão macro, você saberá se está alcançando suas metas financeiras, bem como se a sua estratégia respeita o seu perfil: moderado, conservador ou arrojado.

Entre as principais preocupações, temos a alternativa de diversificar a carteira, colocando os ovos em diferentes cestos. Dessa forma, o investidor tem a possibilidade de reduzir riscos e superar ou minimizar perdas associadas a alguns ativos com ganhos de outros, promovendo um crescimento patrimonial sustentável.

Neste post, abordaremos como funciona a montagem de carteiras de investimento diversificadas e traremos 5 dicas para você estruturar os seus ativos. Continue a leitura e aprenda conceitos importantes para os seus investimentos!

Qual é a melhor carteira de investimentos diversificada?

Com base em princípios de educação financeira, a carteira de investimentos ideal seria aquela que, simultaneamente, é diversificada e respeita o seu perfil de investidor. Portanto, logo de início, temos um alinhamento de expectativas a ser feito.

Em muitos casos, os investidores novos olham apenas para o resultado obtido, sem considerar o caminho. Imagine duas carteiras de investimento: uma diversificada e outra apenas com ações. Igualmente, considere que a diversificada gerou 5% de saldo positivo, e as ações, 15% em um ano.

Nesse exemplo, é tentador avaliar o investimento, puro e simples, nas ações, como melhor, não é mesmo? Porém, será que isso gera uma estratégia capaz de ser aplicada a outros investidores? Conseguimos ter certeza de que o investimento nas ações vai dar certo?

A diversificação é justificada pela teoria das probabilidades. Quando estamos diante de um evento possível e independente, a chance de que A e B ocorram é igual A multiplicado por B. Imagine uma moeda em que “Cara” representa um resultado positivo de R$100,00, enquanto “coroa” gera um prejuízo de R$25,00.

Se você lançar uma única vez, há 50% de chance de ter um prejuízo de R$25,00. Já se você jogar duas vezes, ocorre o seguinte:

  • A = 50% de coroa;
  • B = 50% de coroa;
  • A x B = 50% x 50%, ou seja, 0,5 x 0,5;
  • A e B = 25%.

Resumidamente, ao fazer dois lançamentos, o risco de perder em ambos é de 25%, representando a probabilidade de caírem duas coroas seguidas. Na prática, você não encontrará pessoas dispostas a apostarem R$100 por R$25,00, em um jogo de 50%. Porém, isso ilustra como diluir os riscos de eventos independentes, que seria a lógica da carteira de investimentos diversificada.

Se, por exemplo, temos 7% de risco em uma empresa e 1% de risco em um fundo, a chance de ambos os investimentos naufragarem é de 1% multiplicado por 7%, ou seja, 0,07%. Perceba que, ainda assim, são probabilidades, e ambos podem dar errado. Contudo, as chances são menores.

A quantidade de riscos que uma pessoa está disposta e tem capacidade patrimonial para assumir determina o perfil de investidor:

  • conservador — prioriza investimentos com menor riscos;
  • moderado — busca o equilíbrio;
  • arrojado — assume mais riscos para tentar potencializar os ganhos.

O ponto de partida para montar a sua carteira é buscar orientações sobre o seu perfil de investidor. Você pode fazer testes em plataformas e sites especializados em finanças, consultar assessorias de investimento e pesquisar sobre o assunto em conteúdos educativos.

Como montar uma carteira de investimentos diversificada?

Como o próprio nome já diz, a montagem da carteira de investimentos diversificada combina diferentes tipos de investimento. A seguir, você encontrará 5 dicas baseadas em princípios a serem seguidos na escolha dos ativos.

mulher pesquisando sobre como montar a sua carteira de investimentos

1. Procure diferentes tipos de exposição patrimonial

O primeiro conceito importante é a exposição patrimonial. Isso porque, a diluição de riscos ocorre com probabilidades independentes.

Sendo assim, se um investidor tem quotas de um fundo imobiliário, é corretor de imóveis, compra ações de uma corretora de imóveis, recebe um valor mensal de aluguel e espera a valorização de um apartamento, a tendência é que essa carteira tenha sérias dificuldades em uma crise no setor, não é mesmo?

Você pode ter diferentes abordagens para diversificar a exposição patrimonial. Por exemplo:

  • ter como base diferentes moedas;
  • buscar investimentos internacionais;
  • variar de segmento econômico e empresas escolhidas;
  • investir em commodities, como ouro, soja e boi-gordo;
  • mesclar ativos do setor público e do privado.

Para o investidor geral, o acesso a essa variedade ocorre com as ações, títulos, fundos e demais ativos oferecidos por corretoras ou bancos.

É o caso, por exemplo, de adquirir certificados de depósito de valores mobiliários com lastro em valores mobiliários de emissão de companhias abertas, ou assemelhadas, com sede no exterior (conhecidos como BDRs) — para investir e se expor a um mercado estrangeiro, comprar o direito sobre quantidades de ouro em um ETF ou usar o tesouro direto para emprestar recursos para o governo, entre outros.

2. Considere os percentuais de renda fixa e variável

Uma segunda diversificação se dá entre renda fixa e renda variável. A fixa oferece um ganho predeterminado, com base em um indicador financeiro ou percentual contratado. Por sua vez, a variável depende do desempenho do ativo — que pode, até mesmo, desvalorizar.

Fique atento às diferenças internas desses grupos — por exemplo, um tesouro direto, em que você recebe a correção da inflação (IPCA) e a taxa base de juros (Selic) difere do CDI de 10% ao ano. Igualmente, comprar ações de uma empresa já estabelecida gera uma expectativa distinta do investimento em pequenas organizações.

Atenção também aos investimentos com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Alguns ativos, como CDB, letra de câmbio, letra de crédito do agronegócio e Letras de Crédito Imobiliário têm uma proteção de até R$250 mil de retirada por CPF. Assim, caso o emissor não tenha dinheiro para pagar o acertado no vencimento, você pode recorrer a esse seguro.

Não há uma fórmula exata para decidir. De maneira geral, o mais conservador chega a 95% de renda fixa, o moderado fica na faixa dos 80% e o arrojado admite cerca de 60%.

3. Aplique diferentes prazos de resgate

Frequentemente, o risco de investimento e os ganhos variam quanto ao prazo para resgatar o valor investido. Por exemplo, os títulos do tesouro com uma data mais distante para recebimento pagam melhor do que a alternativa com liquidez diária.

No entanto, ter diferentes prazos pode ajudar a lidar com imprevistos, caso você precise do dinheiro imediatamente. Nesse sentido, a reserva de emergência, com ativos que podem ser rapidamente liquidados sem custos, é um conceito que também deve ser considerado na sua carteira de investimentos.

4. Procure os ativos anticíclicos

Nos percentuais de renda fixa e variável para o seu perfil, você pode incluir alguns ativos que tradicionalmente conseguem manter um bom desempenho em momentos de crise econômica do país.

A exposição ao ouro e aos títulos da dívida pública são exemplos, porque o primeiro costuma ter demanda quando as pessoas buscam por proteção patrimonial, e o segundo se baseia nos juros pagos pelo governo. Além deles, os ativos estrangeiros são exemplos de medidas para ir contra o desempenho da economia local.

5. Revise a sua carteira periodicamente

Para finalizar, é importante que a sua carteira de investimentos esteja aberta às mudanças de cenário com revisões periódicas. As taxas pagas, o desempenho das commodities, o resultado das empresas na bolsa de valores, o preço do dólar e diversos outros fatores podem mudar a relação de melhores investimentos a cada momento.

Em síntese, a diversificação segue uma lógica de proteção patrimonial, em que você tentará reduzir a incerteza sobre a carteira de investimentos. Assim, embora não exista uma estratégia 100% segura, podemos dizer que ela vai contribuir para que você tenha mais previsibilidade sobre o rumo dos seus ativos.

Para aprender mais sobre os tipos de investimento disponíveis no mercado, conecte-se à Aura Minerals no LinkedIn e fique atualizado com as nossas publicações!

AVISO IMPORTANTE: este artigo é meramente informativo e não se trata de uma recomendação de investimento. Retornos passados, quando mencionados, se baseiam em fatos passíveis de demonstração, que servem apenas como referência histórica, e não são garantia de retornos futuros. Investimentos envolvem riscos e podem ensejar perdas, inclusive da totalidade do capital investido, ou mesmo a necessidade de aportes adicionais, conforme o caso. O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião pessoal de seus autores.

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