Investimento em Ouro

Vale a pena investir em fundo de ouro? Descubra!

Muitos investidores enxergam a possibilidade de usar o fundo de ouro para proteção patrimonial, diversificando a carteira de investimento.

Aura | 10 de dezembro de 2021

Muitos investidores enxergam a possibilidade de usar o fundo de ouro para proteção patrimonial, diversificando a carteira de investimento. No entanto, antes de tomar qualquer decisão, é importante conhecer as características, vantagens e desvantagens das diferentes modalidades disponíveis no mercado.

O fundo de ouro é uma opção presente na maioria das corretoras. Normalmente, o processo para investimento é simples, bastando ter uma conta nessas instituições e saldo para realizar, ao menos, o aporte mínimo para comprar uma das cotas.

Por isso, a grande questão é entender o funcionamento desses fundos. Assim, com melhores informações sobre o assunto, você terá detalhes para considerar os riscos e tomar a sua decisão. Continue a leitura e tire as principais dúvidas!

O que é fundo de ouro?

O fundo de ouro é uma modalidade de investimento coletivo, em que os ativos escolhidos por um gestor devem estar relacionados, no todo ou em parte, a essa commodity. Nesse sentido, é uma forma menos burocrática de expor o patrimônio ao minério, pois não é preciso manter a posse de barras físicas nem as custodiar junto a uma instituição financeira.

Nesse investimento, um gestor técnico será o responsável pela condução do empreendimento comum. É quem decidirá pela compra de contratos com data de vencimento futura ou de certificados que dão direito a quantidades de ouro, por exemplo. Para isso, as corretoras de valores podem cobrar taxas de administração, além de ganhos por performance.

Como esse investimento funciona?

A ideia é somar esforços de diferentes investidores. Assim como os demais fundos, essa aplicação é dividida em cotas, que correspondem a frações ideais do patrimônio do fundo.

Apenas para ilustrar, imagine que uma pessoa tenha 2 mil reais em um fundo, cujo total dos ativos vale 20 milhões de reais. Logo, haveria uma participação de 0,01%.

Se, por exemplo, o gestor gerasse 2 milhões de reais em resultados no ano, o cotista de 0.01% teria direito a 200 reais, descontando-se os impostos e encargos. Essa cota também pode se desvalorizar ou valorizar, caso o fundo tenha rendimentos positivos e cresça, ou negativos e diminua.

A principal característica do fundo de ouro é a composição com o objetivo de expor o patrimônio ao minério. Assim, podem ser adquiridos contratos futuros, certificados de depósito, ETFs e outras maneiras de compra do ouro na bolsa, bem como realização de investimentos similares no exterior.

Historicamente, os investidores costumam buscar esse investimento para se proteger de uma eventual queda em seus demais ativos na bolsa, montando uma carteira de investimentos diversificada.

Nos momentos de crise, o ouro é visto por muitos investidores como um ativo para reservar valor e mitigar os efeitos de um ciclo ruim da economia. Assim, alguns especialistas entendem que a tendência é mais pessoas buscarem o minério, e a demanda melhorar o desempenho dos fundos relacionados a ele.

Em 2020, inclusive, o ouro valorizou 55,9% em reais, segundo ranking do BTG Pactual. Afinal, foi uma das saídas de quem buscava minimizar os efeitos da pandemia.

moedas douradas representando o fundo de ouro

Que tipos de fundo de ouro estão disponíveis no mercado?

Os dois principais tipos de fundo de ouro são definidos pela relação com o dólar. No primeiro caso, o fundo não conta com mecanismos de hedge (proteção) cambial, sendo influenciado diretamente pelas variações da moeda estrangeira. No segundo, são adotados mecanismos para mitigar os efeitos dessas oscilações.

Uma cota de 10 mil reais, por exemplo, passaria a valer 10 mil e 100 reais se o dólar subir 1%, mas também poderia diminuir, caso a moeda fosse desvalorizada frente ao real. Nesse cenário, o hedge tende manter a cota, por meio de mecanismos de compensação, mesmo com as oscilações diárias da moeda estrangeira.

Não há, contudo, como eliminar o efeito do dólar sobre o ouro, pois o preço do ativo no mercado internacional é dolarizado. Se o gestor comprar quantidades da commodity com o dólar baixo e vender com o dólar alto, ou vice-versa, haverá impactos no desempenho do fundo. Igualmente, a quantidade de ouro que pertence ao fundo pode ter o valor ajustado conforme a moeda.

Também vale ressaltar que nem todos os fundos são integralmente compostos de ativos relacionados ao ouro. Assim como acontece com ações, é possível que uma parte da carteira do fundo esteja alocada em títulos da dívida pública e CDBs, por exemplo. Portanto, leia atentamente a descrição do fundo na corretora antes de investir.

Quais são as vantagens de investir nesse fundo?

Os benefícios do fundo de ouro estão relacionados ao serviço de administração. O investidor terá um especialista da corretora cuidando dos ativos, lidando com a parte burocrática, pesquisando investimentos, atualizando as escolhas etc. Por outro lado, esse serviço costuma ser remunerado, bem como ter valores adicionais por performance.

Em geral, o principal desafio do investimento em ouro é onde guardar o minério. A alternativa ao fundo de ouro seria pagar uma instituição por meio da taxa de custódia, que está presente nos contratos futuros da commodity. Por isso, o fundo de ouro é uma forma mais simples de expor o patrimônio ao minério — embora não seja a única.

Nos BDRs e nas ações você também não precisa ter ouro físico, tampouco custodiado em uma instituição financeira. Aliás, você já ouviu falar nessa alternativa? Os Brazilian Depositary Receipts são valores mobiliários negociados no Brasil que refletem o desempenho de ações cotadas em bolsa de valores estrangeiras.

A Aura, inclusive, é uma mineradora de ouro listada na B3, graças a um programa de BDR patrocinado. Após todo o trâmite junto à bolsa, esses BDRs podem ser disponibilizados no mesmo ambiente de negócios das ações nacionais.

Além disso, o BDR abre possibilidades para o investidor, como o recebimento de dividendos e outros proventos em dinheiro, que são formas de remuneração dos titulares de valores mobiliários, geralmente em caso de lucro da empresa.

Na hipótese de haver dividendos ou outros proventos em dinheiro, é a instituição depositária dos BDRs que receberá os valores, na qualidade de titular dos ativos no exterior. Ela os repassará à Central Depositária da B3, como titular fiduciária dos BDRs, que se encarregará então de distribuí-los aos investidores, na proporção dos BDRs que possuam — da mesma forma como acontece com o investimento em outros valores mobiliários no Brasil.

Sendo assim, o fundo de ouro convive com opções que podem ser consideradas na sua estratégia de investimentos. Logo, procure sempre se atualizar sobre o mercado financeiro e fazer escolhas mais estratégicas de acordo com o seu perfil de investidor.

Para conhecer as demais formas de investimento oferecidas pelo mercado, confira nosso artigo com seis maneiras de investir em ouro e complemente a sua leitura!

[AVISO IMPORTANTE: este artigo é meramente informativo e não se trata de uma recomendação de investimento. Retornos passados, quando mencionados, se baseiam em fatos passíveis de demonstração, que servem apenas como referência histórica e não são garantia de retornos futuros. Investimentos envolvem riscos e podem resultar em perdas, inclusive da totalidade do capital investido, ou mesmo a necessidade de aportes adicionais, conforme o caso. O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião pessoal de seus autores.]

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