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Mulheres na mineração: conheça os desafios e oportunidades na área

O mercado da mineração é bastante amplo, composto por Engenheiros Ambientais, Maquinistas, Engenheiros de Minas, Técnicos em Segurança do Trabalho, Operadores de Ferrovia, Soldadores, Engenheiros Metalúrgicos, Geólogos, Engenheiros Eletricistas e Técnicos de Mineração.

Aura | 24 de janeiro de 2022

O mercado da mineração é bastante amplo, composto por Engenheiros Ambientais, Maquinistas, Engenheiros de Minas, Técnicos em Segurança do Trabalho, Operadores de Ferrovia, Soldadores, Engenheiros Metalúrgicos, Geólogos, Engenheiros Eletricistas e Técnicos de Mineração.

O crescente número de oportunidades no setor remete à elevação do faturamento em 98% no 1º semestre de 2021, quando comparação com o mesmo período em 2020.

Mas como está a valorização das mulheres na mineração? Quais são as oportunidades e desafios do público feminino em um ramo tão promissor no qual tantos querem investir? São respostas para perguntas como essas que você terá a partir de agora. Confira!

Os desafios mais comuns das mulheres na mineração

Ao longo das últimas décadas, o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho é nítido. Entretanto, como em outros segmentos econômicos, ainda existem obstáculos a serem superados.

Desníveis remuneratórios

Atualmente, a contribuição feminina é essencial para o PIB nacional. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 45,8% das mulheres brasileiras estavam inseridas no mercado de trabalho no terceiro trimestre de 2020.

Essa presença também deixa claro o caminho que ainda precisa ser trilhado para vencer a discriminação, que não raras vezes resulta em desníveis remuneratórios. O último levantamento do IBGE, inclusive, constatou que as mulheres ainda ganham, em média, 22% menos do que os homens de mesmo cargo.

Todavia, no setor de mineração, programas de inclusão e promoção para mulheres — como as iniciativas encabeçadas pela Aura — começam a reposicionar o setor.

Distribuição de cargos

De acordo com a consultoria McKinsey (2021), dentro da força de trabalho global, as mulheres na mineração ocupam de 8 a 17% dos cargos. No chamado C-level, são 13%; todavia, ainda não há uma representante do setor entre os 30 CEOs que estão no S&P 500.

Ainda que vagarosamente, é possível verificar sinais de transformação: entre 2020 e 2021, houve aumento da presença das mulheres no segmento, na casa dos 2%. Nos últimos 20 anos, o crescimento acumulado supera os 30%.

No Brasil, a Aura tem o compromisso de ter 40% de mulheres em entrevistas para posições administrativas. Para posições operacionais, um dos focos será a qualificação de mão de obra feminina proveniente das comunidades locais. O CEO Rodrigo Barbosa explica:

Acreditamos que o ambiente diverso gera discussões mais completas e, portanto, mais inovação e melhores decisões para a companhia. O primeiro passo é melhorar nossa atratividade, seguido da criação de um banco de dados robusto para que possamos ampliar a diversidade dos candidatos às futuras vagas. Acredito que diversidade é importante para o crescimento e a sustentabilidade da Aura e precisamos muito conhecer mais mulheres e outras minorias.

Reconhecimento das competências

Em geral, a recepção das mulheres na mineração ainda passa por 3 fases junto aos colegas de profissão. A primeira é a de estranhamento, na qual as competências da profissional são colocadas à prova.

Em seguida, vem a fase dos “questionamentos sutis” no ambiente laboral, que vão diminuindo à medida que os projetos capitaneados são aprovados com sucesso. Por fim, a aceitação definitiva, que, na verdade, deveria vir com a própria contratação.

Cabe às empresas trabalhar a diversidade em sua cultura organizacional para mudar tal cenário — o que já vem sendo feito pela Aura.

A trajetória da Gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da Aura, Vanessa Aparecida Apostólico, é um grande exemplo. A profissional relata, com orgulho, suas 4 promoções desde que a Aura se tornou detentora dos direitos minerários do Projeto Ernesto e Pau a Pique, em maio de 2016:

Aqui é muito mais que meu trabalho é o lugar que me acolheu, que me permitiu crescer pessoalmente, profissionalmente, que conheci e convivi com pessoas inspiradoras, lugar em que posso ser eu e que sempre terá meu respeito, carinho e dedicação por dias melhores.

Respeito à maternidade

Há ainda muitos gestores que se prendem a falsos paradoxos, como a excelência profissional e a maternidade. Mas não são todas as mineradoras que aceitam esse obsoletismo gerencial. Segundo Vanessa Apostólico, a Aura é uma referência em apoio à gravidez:

Em maio de 2017, descobri que estava gestante. Precisei de apoio em muitos momentos, e tive todos. Após a minha primeira avaliação desempenho, recebi a promoção para o cargo de Coordenador de SSMA Jr. Foi uma alegria, ainda mais estando gravidíssima. Não pude conter as lágrimas!

Para muitas mulheres, o momento de gerar um filho vem acompanhado de tantos medos... um deles é o de ser maltratada ou até ser demitida em função do direito à maternidade, mas minha promoção confirmou que isso não me impediria de continuar a carreira na Aura.

A Aura e seu compromisso em promover a diversidade e inclusão

A Aura acredita que um mundo mais rico é, antes de tudo, um mundo mais justo. Por isso, o compromisso com a diversidade e a redução das desigualdades (inclusive de gênero) faz parte do DNA da empresa, que recentemente, até lançou um Banco de Talentos especial para atrair mulheres aos seus quadros (cisgênero, transgênero, LGBTQ+, negra, pessoa com deficiência e 50+).

Essa cultura de combate à discriminação resultou, inclusive, na assinatura, por parte do CEO Rodrigo Barbosa, de uma carta de compromisso público para fomentar a presença das mulheres na mineração no Brasil, no México e em Honduras.

O documento, do qual a Aura é signatária em todos os países, é de iniciativa do Women in Mining (WIM). O movimento ganhou notoriedade em 2019, tendo como foco a ampliação e o fortalecimento da participação das mulheres no setor de mineração.

Todas essas iniciativas estão contidas no Plano de Ação para o Avanço das Mulheres na Indústria de Mineração Brasileira, criado pelo WIM e que tem na Aura um dos maiores apoiadores.

Como você viu, as mulheres na mineração ainda precisam superar muitos desafios, mas há inúmeras iniciativas que começam a remodelar essa cultura, especialmente na Aura. A tendência, inclusive, é que haja um boom de contratações do gênero nos próximos anos.

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[AVISO IMPORTANTE: este artigo é meramente informativo e não se trata de uma recomendação de investimento. Retornos passados, quando mencionados, se baseiam em fatos passíveis de demonstração, que servem apenas como referência histórica e não são garantia de retornos futuros. Investimentos envolvem riscos e podem resultar em perdas, inclusive da totalidade do capital investido, ou mesmo a necessidade de aportes adicionais, conforme o caso. O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião pessoal de seus autores.]

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