Investimento em Ouro

Volatilidade: como o ouro pode proteger sua carteira em momentos de crise

A volatilidade é um dos conceitos mais importantes para o investidor, pois está relacionada aos riscos assumidos e potenciais ganhos.

Aura | 9 de novembro de 2021

A volatilidade é um dos conceitos mais importantes para o investidor, pois está relacionada aos riscos assumidos e potenciais ganhos. Além disso, em momentos de incerteza, as pessoas naturalmente buscam formas de proteger suas aplicações contra as oscilações.

Historicamente, diante de crises, uma das estratégias mais utilizadas por investidores para resguardar o patrimônio é investir em ouro. Isso porque o mineral tem o chamado "efeito anticíclico", ou seja, o potencial de contrariar os impactos de períodos econômicos negativos, especialmente aqueles associados à inflação.

Para entender como a volatilidade funciona e qual é o papel do ouro nesse contexto, continue a leitura deste conteúdo. Tiramos as principais dúvidas a seguir!

O que é volatilidade?

A volatilidade de um ativo indica o quanto sua cotação ou rendimento variam com o passar do tempo, em termos de frequência e intensidade1. Se as variações são constantes e as diferenças de valor são elevadas, o ativo é considerado volátil.

Vale reforçar, contudo, que volatilidade não é o mesmo que risco, mas é um dos fatores que contam para avaliá-lo. O risco seria a probabilidade de acontecer um evento que cause impacto relevante a um determinado ativo.

Esse impacto, normalmente, é visto pela perspectiva de prejuízo ou desvalorização do ativo, embora investimentos estejam sempre sujeitos ao risco de dar certo ou de dar errado.

Como a volatilidade traz incerteza sobre o valor do ativo, a tendência é que um histórico de oscilações intensas e frequentes eleve as análises de risco. Porém, é preciso considerar todos os fatores que envolvem o investimento, e não apenas a volatilidade.

Como funciona a volatilidade?

Entender o que é volatilidade ajuda na tomada de decisões mais acertadas, porque os ativos apresentam diferentes níveis de oscilação. Assim, torna-se um fator relevante, entre as opções que se tem disponível, saber em quais delas os recursos serão aplicados em ativos com mais volatidade.

É comum, por exemplo, alguns investidores enxergarem a volatilidade pela ótica da oportunidade de investimento. Isto é, se um ativo estaria abaixo de seu valor real e teria a tendência de oscilar, uma das probabilidades é que haja valorização e lucro para quem investiu no momento certo.

Outros tantos investidores observam o risco de prejuízo que a volatilidade representa, optando por alternativas mais estáveis. É o caso de recorrer à renda fixa, em que se tem um contrato prevendo uma remuneração específica de tempos em tempos, como o Tesouro Direto e os CDBs.

Aliás, diante da incerteza sobre a valorização ou desvalorização de um ativo é possível considerar o hedge.

Quais são os tipos de volatilidade?

A volatilidade medida pelas oscilações do ativo no passado é chamada de volatilidade histórica. Esse cálculo costuma ser realizado de forma anualizada, sendo um dos indicativos mais importantes na hora de investir.

Há, também, a volatilidade real — um indicador que considera o mercado futuro. Nesse segmento, os investidores realizam contratos com efetivação em data de vencimento futura, tendo a opção de comprar ações após um mês, por exemplo. Assim, até o dia da efetivação, haverá a volatilidade real desses valores, tornando-se histórica na data de vencimento.

Por fim, existe a volatilidade implícita, em que os analistas utilizam do histórico e do mercado futuro para projetar a volatilidade de um ativo.

Volatilidade de cotação e rendimento

Também é interessante diferenciar a volatilidade da cotação do ativo daquela existente no rendimento. Por exemplo, um imóvel sofre variações na sua valorização, ou seja, seu preço de venda aumenta ou diminui com o passar do tempo, mas pode ter um rendimento fixo no caso do aluguel.

Como o ouro pode proteger sua carteira em momentos de crise?

cofre de porquinho feito de ouro para mostrar uma proteção à volatilidade

Para montar uma boa carteira de investimentos, é recomendável avaliar o seu perfil de investidor e as diferentes possibilidades de aplicação, considerando ativos de renda fixa e variável com diferentes níveis de volatilidade. Veja algumas dicas e entenda como o ouro pode contribuir para seus resultados!

Diversificar os investimentos

A diversificação pode ajudar a mitigar riscos. Dentro dessa estratégia, investir em ouro é uma decisão que pode ser interessante. As commodities costumam oscilar mais intensamente no curto prazo, gerando oportunidades para quem deseja ativos com potencial de valorização. No longo prazo, o valor do ouro tende a subir, como podemos consultar no Gold Price, que acompanha o histórico desse ativo ao longo de décadas.

Proteger-se contra ciclos econômicos negativos

O ouro também pode ser um mecanismo de proteção contra ciclos econômicos negativos. Nesses casos, o minério tende a atuar como uma reserva de valor, com potencial de proteger o investidor em circunstâncias como a inflação e a desvalorização de outros ativos.

O motivo é que, além de ser um meio de troca aceito em praticamente qualquer lugar, o ouro é um bem natural finito, ou seja, não é possível fabricá-lo. Portanto, ele é o substituto ideal das moedas, em relação à capacidade de manter a sua preciosidade. Assim, existe um valor intrínseco que tende a mitigar os riscos.

Em períodos de crise, pode ocorrer, até mesmo, a valorização do minério pela elevação da demanda. Vimos esse cenário em 2020 com o aumento do preço do ouro em 55,9% (em reais), e a expectativa de analistas do Banco Credit Suisse é que haja um novo crescimento em 2021.

Ter a opção de investir em empresas de mineração de ouro

Vale ressaltar que o investimento em ouro não está limitado à compra direta do minério ou de certificados atrelados a ele. Ao atuar na bolsa de valores, o investidor pode adquirir valores mobiliários nesse segmento de mercado. Isso porque, desde de julho de 2020, o BDR da Aura (AURA33) está disponível para negociação.

Além de expor uma parte do patrimônio ao ouro, os BDRs abrem outras oportunidades, como a chance de valorização da empresa e de distribuição de dividendos. Logicamente, isso pode acontecer ou não, conforme o desempenho da companhia, bem como a oferta e demanda no mercado de ações.

Sendo assim, diante da incerteza e volatilidade do mercado, o investimento em ouro pode ser uma estratégia interessante para se proteger, caso ele se enquadre no perfil do investidor. Além disso, o investidor tem a possibilidade de realizar diferentes tipos de aplicações, da compra direta até a aquisição de BDRs.

Que tal aproveitar para conhecer um pouco mais sobre a primeira mineradora de ouro da B3? Acompanhe as atividades e compromissos da Aura com seus investidores!

1 De acordo com a CVM, volatilidade é a intensidade e frequência de variações bruscas da cotação de um ativo, índice, título ou valor mobiliário (https://www.investidor.gov.br/glossario/index.html?dir=/glossario/v/&letra=V).

[AVISO IMPORTANTE: este artigo é meramente informativo e não se trata de uma recomendação de investimento. Retornos passados, quando mencionados, se baseiam em fatos passíveis de demonstração, que servem apenas como referência histórica e não são garantia de retornos futuros. Investimentos envolvem riscos e podem resultar em perdas, inclusive da totalidade do capital investido, ou mesmo a necessidade de aportes adicionais, conforme o caso. O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião pessoal de seus autores.]

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